Doações de órgãos – 4

Doação de órgãos cresce 26%
Em 2009, foram 1.658 doações ou 8,7 por milhão da população
Karina Toledo
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O Brasil registrou em 2009 número recorde de doadores de órgãos. Foram 1.658, ou 8,7 doadores por milhão da população (ppm). Isso representa um crescimento de 26% em relação ao ano anterior (7,2 ppm) e supera a meta da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), que era de 8,5 ppm.

O número de transplantes de rim – órgão cuja fila de espera é a mais longa no País – também superou a meta. Foram 4.259 cirurgias, 12,5% a mais que em 2008. Os resultados, segundo a ABTO, são os melhores já alcançados. O balanço completo dos transplantes realizados em 2009 será divulgado pela entidade amanhã.

“Se for mantido o empenho de todos os setores envolvidos, podemos alcançar em 2010 a meta de 10 doadores por milhão e de 4.800 transplantes renais”, afirma o presidente da ABTO, Ben-Hur Ferraz Neto. Ele atribui o avanço no número de doadores ao trabalho de capacitação que vem sendo realizado com os profissionais de saúde, principalmente com os médicos que fazem a identificação de possíveis doadores e o intermédio com a família.

Mas o crescimento ainda é pequeno para atender a demanda de mais de 60 mil brasileiros que esperam por um órgão. Na Espanha, por exemplo, o número de doadores chega a 36 ppp. Nos Estados Unidos é 26.

“No Brasil as distorções regionais são imensas. Os Estados de São Paulo e Santa Catarina têm índices de países desenvolvidos. Já na região Norte, apenas Acre e Pará tiveram doadores falecidos em 2009″, conta Ferraz Neto.

Santa Catarina registrou o índice de 19,8 doadores ppm e São Paulo saltou de 12,2, em 2008, para 17,5 – alta de 43%. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul houve queda.

NA FRENTE

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, 60% dos brasileiros são favoráveis à doação de órgãos. O aumento nos números só não é maior pela falta de médicos capacitados para identificar possíveis doadores e pela dificuldade de acesso a exames que confirmam a morte encefálica em tempo hábil.

Há alguns anos São Paulo vem desenvolvendo diversos programas para combater esses gargalos. A captação de órgãos foi descentralizada no Estado. Os dez maiores hospitais são responsáveis por cobrir, cada um, sua região. “Desde 2006 temos feitos cursos e já treinamos mais de 600 profissionais para atuar em todas as etapas do transplante, ou seja, identificação de doadores, realização dos exames para confirmar a morte encefálica, manutenção adequada do doador em UTI e a entrevista com a família”, explica Luiz Augusto Pereira, coordenador da central de transplantes paulista.

As ações têm mantido o Estado na liderança de doações e de cirurgias realizadas. Em 2009 foram 1.975 transplantes de órgãos e 700 doadores efetivos.

Retirado de: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100222/not_imp514305,0.php

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